"Com todo o cuidado guarda teu coração, pois dele procede a vida" (Pv. 4, 23)

19 de dez de 2011

Gratidão (clique para assistir ao vídeo)


Aos amigos queridos, presentes ao longo dos anos, da vida, 
aos novos amigos, aos amigos eternos, 
minha gratidão, pela amizade, carinho, sinceridade e afeto. 
Que Deus em sua imensa sabedoria possa estar presente em seus corações não somente no Natal e ano novo, mas eternamente. 
Um Feliz Natal e que 2012 
seja resplandecente de bênçãos. 

"Não há nada mais gratificante do que o 
afeto correspondido,
nada mais perfeito do que a 
reciprocidade de gostos
e a troca de atenções."

Cícero
 
 
Imagem:  Imagens Google 

http://www.youtube.com/watch?v=sGDO99gmb1Q
 
 

16 de dez de 2011

Com ou sem escolhas? (por Regina T. da Costa)



"A vida é moldada pelas escolhas. 
Tanto nós quanto aqueles que convivem conosco sabemos nossa posição porque sempre a repetimos. E essa maneira de ser é percebida. Podemos dizer que é pega “no ar”. E as pessoas já se aproximam esperando a resposta de sempre. Até nossas fraquezas e alienações. 
Moldamos a vida pelas escolhas da mesma forma que um chapéu se molda à cabeça do dono. Pequenas e imperceptíveis escolhas do cotidiano definem nossa posição. Contudo nem sempre mostramos o que somos porque também não sabemos. Ficamos surpresos por agirmos mais pelo outro do que por desejo. Quando despertamos, estamos totalmente ocupados pelo outro.
Apressamo-nos demais em ajudar, completar o outro, fazer o outro feliz, descomplicar suas confusões. E caímos na fusão. Resolvemos tudo para o outro: o satisfazemos e, ao mesmo tempo, esquecemos o nosso desejo e quanto é difícil sustentá-lo. E mais, de como é difícil barrar o outro para preservá-lo. 
Muita gente prefere assim, pular para a vida do outro para não se haver com o sintoma, o desejo. Nem sabe que faz assim porque é cômodo. Para fugir de si, toma conta da vida do outro, incapacita o outro com sua atitude. São os eternos curiosos e prestativos. Muitas belas almas matam a subjetividade daqueles com quem convivem. Resolvendo todos os problemas do outro, estas pessoas sentem-se úteis, fortes, onipotentes. Oferta-se ao uso é garantir presença na barganha. Prolongam assim relações de dependência e manipulação. A dependência pode chegar a debilitar o outro totalmente. Até profissionalmente, porque com o corpo mole de tanto ser carregado ninguém pega firme com a vida. Está sempre esperando auxilio. 
Se o auxilio não vem... A culpa é do outro, que poderia ter feito isso, ter feito aquilo e não fez... Fácil não? Esperar que alguém sempre se faça de tolo, para que as coisas fiquem como convém. E quantos não o fazem? 
Não escolher é ficar em cima do muro. Pior. Deixar-se levar pelo outro a quem supõe saber o que é melhor. Poderia ser cômodo deixar-se levar, concordar com toda demanda. Nunca dizer não para quem amamos. 
Dizer não, deixar o outro ir é a atitude que traz angustia de separação. Para fazer assim, precisamos abrir mão da fusão ou confusão com o outro. Precisamos deixá-lo livre e ficarmos livres também. Cada um que arque com a consequência dessa verdade, da qual nem sempre queremos saber. 
Temos medo de perder. Admitimos o outro de corpo presente, sem desejo, sem motivo de estar ali. Não é a melhor escolha seguir o fluxo, deixar-se levar como uma folha lançada no leito de um rio ou ao vento. Por que então a angustia surge? Por que não há desejo, só amarração. 
O que nos faz saber quem somos, do que gostamos como queremos viver e principalmente o que nos faz tomar posse de nosso sujeito é o desejo, é criar opções. Uma coisinha pequena que faz toda a diferença. 
Descobrir a inexistência da felicidade plena é duro. Só da para ser feliz quando temos a liberdade e a coragem de dizer não para pequenas coisas. Aquelas que a gente sempre pensa: de uma coisa tão pequena posso abrir mão, não vai trazer problemas. Não pode, o problema virá. A consequência é o sufoco de ficar por conta do que o outro quer. 
Um gesto, uma palavra determinada como será sua relação com cada pessoa de seu relacionamento e nós apanhamos muito por ignorarmos isso. Atropelamos sem sensibilidade esse umbral." 


Texto:  Drª Regina T. da Costa (Psicanalista)
http://pt.shvoong.com/medicine-and-health/1926270-que-n%C3%A3o-queremos-saber

Imagem: http://www.rebeccadautremer.com

11 de dez de 2011

Púrpura








"Mais uma vez o cavaleiro real, o sol, galopou na vasta arena onde gira a roda da fortuna. 
Seus rivais prateados, as estrelas, empalideceram e apressadamente bateram em retirada para o Oeste. 
O semblante luminoso do conquistador era demais para o cálice cristalino da noite, que tremeu até se despedaçar, derramando seu vinho e tingindo os céus de uma cor púrpura de horizonte a horizonte. 
Assim surgiu o amanhecer, assim nasceu um novo dia."





Descrição de um amanhecer pelo poeta persa Nizami
Trecho do livro "Laila & Majnun: A clássica história de amor da literatura persa - Nizami (século XII)
Imagem: "Amanhecer" - por Moema N. Queiroz - Serra do Cipó (2010)

10 de dez de 2011

Efêmero

"(...) Tudo o que nos acontece nesta vida tem um significado, até mesmo quando, às vezes, ele é difícil de compreender. Toda página do vasto Livro da Vida, que é tão grande quanto o próprio universo, tem dois lados: num lado, empenhamo-nos em escrever nossos planos, nossos sonhos, nossas aspirações; no outro, o lado que nós não podemos ver, está preenchido pelo Destino, cujos decretos raramente concordam com nossos desejos. 
Quem pode decifrar as inscrições secretas do Destino? Para começar, estamos impossibilitados de lê-las. Então, quando podemos fazê-lo, somos incapazes de suportá-las! Nossos pensamentos e esperanças, nossos sonhos e aspirações, tudo prolonga-se rumo ao futuro, mas muitas vezes cometemos enganos e, quando nossos cálculos não estão corretos, temos de pagar. Admiramos a rosa e desejamos apanhá-la, só para ter nossas mãos rasgadas por espinhos quando nos debruçamos para arrancá-la.
Sofremos fome e sede e temos desejos frustrados, esquecendo que satisfazer nossos desejos pode ser nossa destruição, e que ficar sem as coisas que mais desejamos pode ser a nossa salvação. O fato é que o Destino e os desejos humanos normalmente estão em lados opostos: quando o homem está em conflito com o que foi escrito para ele no livro do Destino, seria melhor consentir do que se rebelar. Pois o homem se esquece de que aquilo que parece ser veneno às vezes transforma-se em mel.
 (...) Tudo o que somos e tudo que temos realmente nos é dado em confiança: o empréstimo da vida é nosso, mas por pouco tempo. Chega um momento em que temos de devolver tudo aquilo que nos foi concedido. Assim, o homem não deveria se agarrar àquilo que lhe foi confiado, pois o desejo de posse é apenas uma corda que o liga a esse mundo de transição. Para obter a jóia real, é preciso abrir completamente o cofre e desejar mais do que a efêmera vida. (...)"

 
Trecho do livro "Laila & Majnun: A clássica história de amor da literatura persa (pelo poeta persa Nizami - século XII
Imagem: Imagens Google
 

4 de dez de 2011

Portais





"Um livro é como uma janela.
Quem não o lê, é como alguém que ficou
distante da janela e só
pode ver uma pequena
parte da paisagem."
Kahlil Gibran

 

Imagem: Portal para o Museu do Louvre
por Moema N Queiroz/ Paris, jan. 2011