"Com todo o cuidado guarda teu coração, pois dele procede a vida" (Pv. 4, 23)

24 de fev de 2012

Lacônico





"Veja o mundo num grão de areia,
veja o céu em um campo florido,
guarde o infinito na palma da sua mão,
e a eternidade em uma hora da vida."

(William Blake)  





Imagem: Imagens Google

Ao que virá




De repente tornou-se urgente celebrar a vida e todas as suas passagens... pois nosso tempo é muito breve.

Como diria Nietchze:

" A verdade é que amamos a vida não porque estamos acostumados a ela, mas porque estamos acostumados com o amor."


... pois...

"O amor não é consolo - é luz."

... afinal...


" A vida não é muito curta para que fiquemos entediados?"

Imagem: http://comboio-azul.blogspot.com/2006_09_01_archive.html 
Frases entre ": Friedrich Wilhelm Nietzsche 

8 de fev de 2012

Máxima





"O que falar quer dizer?"
(Pierre Bourdieu)


Imagem:  Imagens Google

Passenger

É mais ou menos assim:

"... ao dormir lendo um livro, eu vou ao mundo dos sonhos. Os livros me fazem sonhar..."

Confortante ouvir isso... acolhedor...


 









Trecho do filme "A Cor da Romã (Sergei Paradjanov, 1968)" 
http://www.lumefilmes.com.br/index.php?pg=show_criticas&id=62

Frase: Maria do Céu Diel  (em sua palestra proferida em ocasião da sua  "Exposição de 02/02/2012 a 29/03/2012: ENTREMUNDOS – gravuras, colagens, livros de artista e reflexões de Maria do Céu Diel. Palestra e bate-papo com a artista no dia 07/02/12 às 19:30Local: Teatro Júlio Mackenzie / SESC Palladium-Belo Horizonte/MG   Retrospectiva de 20 anos de pesquisa sobre os lugares da memória e a pedagogia visual da artista Maria do Céu Diel. São apresentadas obras tanto do início da sua trajetória artística, como as gravuras, cadernos de desenhos, colagens e pinturas, quanto da atualidade. As obras recentes estão representadas pelos livros de artista, que geraram o vídeo Amarilis, que é exibido na exposição. Estão também as novas colagens influenciadas pela cultura árabe, realizadas a partir da sua viagem de pesquisa à Granada, na Espanha. O evento conta ainda com palestra e bate-papo com a artista".)

2 de fev de 2012

Alodê, Odofiaba, Minha-mãe, Mãe-d'água, Odoyá!

Quanto nome tem a Rainha do Mar?
Quanto nome tem a Rainha do Mar?
Dandalunda, Janaína, Marabô, Princesa de Aiocá, Inaê, Sereia, Mucunã, Maria, Dona Iemanjá.
Onde ela vive?
Onde ela mora?
Nas águas, na loca de pedra, num palácio encantado, no fundo do mar.
O que ela gosta?
O que ela adora?
Perfume, flor, espelho e pente,toda sorte de presente pra ela se enfeitar.
Como se saúda a Rainha do Mar?
Como se saúda a Rainha do Mar?
Alodê, Odofiaba, Minha-mãe, Mãe-d'água, Odoyá!
Qual é seu dia,
Nossa Senhora?
É dia dois de fevereiro, quando na beira da praia eu vou me abençoar.
O que ela canta?
Por que ela chora?
Só canta cantiga bonita, chora quando fica aflita se você chorar...


Texto: Pedro Amorim e Paulo César Pinheiro
Interpretação:
Maria Betânia -Rainha do Mar
http://www.youtube.com/watch?v=9BfEemzfIUk

Foto: Exposição 'My voice, my life' (Marcela Haddad/Londres)

1 de fev de 2012

Alma livre

Las manos al aire, los pies a la tierra, el alma libre...
 












"Como se habita uma cidade
Se pode habitar o flamenco;
como sua cidade, seus nativos,
Seus bairros, sua moral, seu tempo.
Sua linguagem: um falar com coisas
E jamais do oito mas do oitenta;
Seus nativos: toda uma gente
Que existe espigada e morena;
Seus bairros: todos os sotaques
Em que divide seus acentos;
Sua moral: a vida que se abre
E se esgota num instante intenso;
Seu tempo: borracha que estica
Em segundos de passar lento,
Lendo de sesta, sesta insone
Em que se está aceso e extremo."


 Poema: Habitar o Flamenco (João Cabral de Melo Neto)
Imagem: Google