"Com todo o cuidado guarda teu coração, pois dele procede a vida" (Pv. 4, 23)

25 de fev de 2014

Remendos







"A gente podia poder costurar o tempo,
bordando em cima dos erros para que eles sumissem.
Costurar as pessoas que gostamos pertinho.
Costurar os domingos, um mais perto do outro.
Costurar o amor verdadeiro no peito de quem a gente ama.
Costurar a verdade na boca dos seres.
Costurar a saudade no fundo de um baú para que ela de lá não fuja.
Costurar a auto estima bem alto, pra que nunca ela caia.
Costurar o perdão na alma e a bondade na mão.
Costurar o bem no bem e o bem sobre o mal.
Costurar a saúde na enfermidade e a felicidade em todo lugar." 

(Janaína Cavallin)







6 de fev de 2014

VI Feira Grátis da Gratidão! Em Belo Horizonte, MG (por Alcione Kolanscki)

        As pessoas doam roupas, livros, discos, sapatos, adornos.
        Doam também abraços, conversas, conselhos, sorrisos, brigadeiros, aperto de mão, sorvete, palavras de carinho, uma dança, poemas, corte de cabelo, reiki, cds, enfermeiras tiram pressão gratuitamente, outras doam flores, alguns doam cantadas, alguns minutos de boas risadas, enfim...
        (Moema N. Queiroz)
          Local: 
            Belo Horizonte/MG, Praça da Liberdade, das 13:00 às 18:00

          O que é: 
            Uma ideia genial que já acontece em vários países ao redor do mundo, 
            inclusive no Brasil. É um movimento espontâneo, de rede, que teve início em 
            Montevidéu, brotou e está florescendo aqui em Belo Horizonte. Uma ideia simples para um objetivo glorioso: A GRATIDÃO. 
            O olhar para questões sociais, o cuidado com o próximo tem despertado cada vez mais entre os moradores de nossa cidade. Isso pode ser comprovado através do envolvimento cultural de novos grupos, coletivos. A capital mineira tem se tornado, cada vez mais, um celeiro de novas oportunidades e relacionamentos sustentáveis. 
            Amor e gratidão mais que conceitos são atitudes que (r)evolucionam nossa maneira de pensar e consumir.

          Objetivo: 
            Um dos objetivos da Feira Grátis da Gratidão é criar um espaço comunitário para dar e receber livremente, sem fins lucrativos. Foi criada para ajudar e desvincular do materialismo. Queremos mostrar que há bens para todos e em abundância. Que a escassez é uma ilusão. É um espaço de generosidade, alegria, gratidão, colaboração, respeito, comunicação e arte.
          O que faz com que ela dê certo é a confiança, entrega, gratidão e o amor. Dar por dar, por se sentir abundante, sem esperar nada em troca. DESAPEGAR. Quando se é grato ao que tem e tem o que se quer, se é feliz. Compartilhamos o que podemos dar sem buscar nada em troca. Não há troca nem registro dos que doam e dos que pegam. Apenas DESAPEGO. (As peças que ficarem recolhemos e doamos para uma instituição que precisa.)

          Como funciona: 
            O Lema da Feira Grátis da Gratidão é “as pessoas levam o que quiserem (ou nada), e pegam o que quiserem (ou nada). 
            O que dar? Qualquer coisa que esteja em BOM ESTADO E LIMPO: roupas, adornos, livros, música em qualquer formato (cds, formatos digitais, instrumentos musicais, música ao vivo), móveis, decorações, pinturas, fotos, ferramentas...

          Vale lembrar que se o que você tiver para doar estiver quebrado ou sujo, você deve concertá-los antes de doar para a feira. Não leve o que não pode mais ser utilizado para a feira. É indispensável que sejam oferecidos bens e serviços em bom estado ao próximo. Com o carinho e cuidado que você merece (fazer ao outro o que gostaria que fizesse a você).

          O que pegar? Pegue aquilo que desejar! Refletir sobre: se eu preciso disso? Ou será que outra pessoa pode precisar disso mais do que eu? O importante é desejar que o destino daquele objeto seja o melhor para a outra pessoa. 
              Além disso, ofertas de outros serviços: palestras, oficinas, dança, canto, improvisação, piqueniques,risos, abraços e espetáculos gratuitos de qualquer tipo, poesias, contação de estórias,desenhos, dobraduras, bordados .... Oferecer às pessoas, nossos conhecimentos e ajuda, fazendo tudo funcionar através de um esforço inteligente, organizado e desapegado. TUDO FEITO POR E COM AMOR. Temos muito a oferecer, mas muitas vezes não sabemos como.

          Importante: Se não souber/tiver o que dar, tudo bem. Você pode dar a oportunidade para alguém te dar algo.

          Vários grupos vão se juntando à Feira numa atitude de gratidão, alguns já são parceiros, nos dão apoio e atuam na cidade promovendo ações coletivas
          de responsabilidade e desenvolvimento social e muitas outras pessoas que fazem trabalhos sociais ‘invisíveis’ independentes, Ongs que se reúnem nesta grande confraternização. 
            Fiquem à vontade para propor AÇÕES individuais ou se juntar a um grupo ou organizar com amigos e compartilhar alguma ideia, por estar em 
            consonância com o nosso jeito de pensar e agir. Todos os trabalhos são feitos de maneira colaborativa entre os grupos parceiros e voluntários.

          Estamos prontos para espalhar o amor e a gratidão pela cidade!
          Vamos juntos fazer acontecer? 
            Venhe e chame os amigos, colabore, contribua, faça parte, compartilhe, viva... 
            Solte, grite e espalhe toda a vibe positiva que há dentro de você. 
            Juntos somos mais! Bora fazer a vida acontecer, gente!!!

          Alcione kolanscki

2 de fev de 2014

Incômodo





Reflexões sempre são bem vindas e geralmente elas ocorrem nos momentos de desconforto, de dor, de desassossego... 
Quando nos falta o ar, o chão. 
Quando nos sentimos em um vazio imenso e parece que nada parece fazer sentido... 
Essas coisas pelas quais todos passamos e prometemos nunca mais passar. 
Mas que nos esquecemos nos átimos de ínfimas felicidades e voltamos a reviver e tornamos a desejar que nunca mais passemos e por aí vai. 

Um dia desses li ao acaso, do estimado escritor Rubem Alves, algo que  me caiu como luva, como flecha certeira, vindo assim do vento endereçado à mim:

“Ostra feliz não faz pérola.
A ostra, para fazer uma pérola, precisa ter dentro de si um grão de areia que a faça sofrer.
Sofrendo a ostra diz para si mesmo:

- Preciso envolver essa areia pontuda que me machuca com uma esfera lisa que lhe tire as pontas… 

(...) Ostras felizes não fazem pérolas… 
Pessoas felizes não sentem a necessidade de criar. 
O ato criador, seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor. 
Não é preciso que seja uma dor doída…
Por vezes a dor aparece como aquela coceira que tem o nome de curiosidade. 
Este livro está cheio de areias pontudas que me machucaram. 
Para me livrar da dor, escrevi” 

É isso. A vida está sempre nos retirando de uma zona de conforto e nos remetendo a outras áreas ainda não exploradas.
Nunca nos deixa parados. 
Tem hora que cansa (e como cansa...) ... mas parece que a dinâmica é essa... não descansar nunca...  
Daí então só tem uma saída, que também li nesses dias de desconforto e ansiedade:

"Para os dias ruins: Paciência
Para os dias bons: Gratidão
Para todos os dias: FÉ!"

Porque é ela que nos move e nos segura e nos acalenta e nos conforta. 
Seja no que ou em quem for.
Que seja principalmente em nós.
Moema